Incógnita
Quem és tu, imaginação na bruma
que se adensa insólita,
incómoda e imprescindível,
sob a forma de qualquer uma
que os meus segredos cita
com o seu olhar intangível?
Quem és tu? Uma mulher?
Um impulso? Uma miragem?
O pó das memórias? Emoção?
Não sei. Mas queria saber,
agarrar-te o pulso, ver-te paisagem,
contar-te mil histórias com a mão.